Guia
Quando reavaliar a composição corporal do paciente
Por que medir cedo demais captura ruído, por que o protocolo não pode trocar no meio do caminho, e o que decide o intervalo.
Equipe fatloss ·
Por que cedo demais mede ruído
Toda medida carrega a margem de erro do próprio método: a pele se move sob o adipômetro, o avaliador pode pegar a dobra num ponto levemente diferente do mês anterior, e o instrumento tem o próprio limite de precisão. Reavaliar antes de o corpo ter tempo de mudar de verdade captura mais essa margem de erro do que a mudança real.
Isso não quer dizer que existe um número fixo de dias ou semanas válido para qualquer paciente. O intervalo certo depende do objetivo do acompanhamento e do ritmo de mudança esperado para aquele caso, e a decisão continua sendo do profissional, não de uma regra de calendário genérica.
Manter o mesmo protocolo entre avaliações
O erro mais grave não é escolher Jackson-Pollock ou Faulkner: é trocar de protocolo no meio do acompanhamento. Cada fórmula assume um jeito diferente de estimar o percentual de gordura (Jackson-Pollock passa por um cálculo de densidade corporal antes de converter; Faulkner chega direto ao percentual), então uma queda ou uma alta na curva pode ser efeito da troca de fórmula, não do paciente. As equações de Jackson-Pollock 7 e de Faulkner estão publicadas por extenso em protocolos e fórmulas; os outros protocolos de dobras entram no cálculo com os sítios de medição publicados, sem o detalhamento da equação numa página própria.
A mesma regra vale para os protocolos de perímetro, como Marinha dos EUA e RFM. Manter o mesmo protocolo, com o mesmo avaliador quando possível, é o que faz duas medidas separadas por semanas ou meses continuarem comparáveis entre si, seja em dobras cutâneas, seja em bioimpedância.
O gráfico decide o intervalo, não o calendário
Em vez de reavaliar num dia fixo do mês, o gráfico de peso, percentual de gordura e massa magra ao longo do tempo mostra quando a curva já tem informação nova para mostrar. Uma reavaliação decidida olhando essa curva e o objetivo do paciente tende a valer mais do que uma marcada só porque já passou um mês.
A decisão de quando repetir a medida continua sendo do profissional que acompanha o caso, não deste guia nem de uma tabela genérica.
Veja as equações publicadas por extenso antes de decidir qual protocolo manter.
Conhecer o fatloss