Protocolos de avaliação

Faulkner, 4 dobras

Protocolo curto e muito difundido no Brasil. Usa quatro dobras e devolve o percentual de gordura diretamente, sem passar por densidade corporal. É rápido de aplicar, e é justamente essa simplicidade que traz suas limitações.

Os quatro sítios

  • Tríceps
  • Subescapular
  • Supra-ilíaca
  • Abdominal

Todas em milímetros. É um subconjunto dos sítios do Jackson-Pollock 7, o que permite, na prática, medir os sete uma vez e ter os dois protocolos disponíveis.

A fórmula

Diferente do Jackson-Pollock, aqui não existe passo intermediário de densidade corporal. A soma das quatro dobras entra numa equação linear e o resultado já é o percentual de gordura. Σ é a soma das quatro dobras em milímetros.

Faulkner (1968)

%G = (Σ × 0,153) + 5,783

Por ser linear e sem termo quadrático, o resultado cresce a uma taxa constante conforme a soma aumenta, o que se distancia do comportamento real da relação entre dobras e gordura corporal nos extremos.

A limitação mais importante: não separa por sexo nem idade

A equação é a mesma para homens e mulheres, e não considera a idade. Isso é uma diferença de fundo em relação ao Jackson-Pollock, que tem coeficientes distintos por sexo e um termo explícito de idade.

Na prática, isso significa que dois avaliados com a mesma soma de dobras recebem o mesmo percentual de gordura, mesmo sendo um homem de 20 anos e uma mulher de 50. Como a distribuição de gordura e a densidade da massa livre de gordura variam com sexo e idade, o método perde precisão exatamente onde essas diferenças pesam mais.

A equação original foi derivada de uma população específica de atletas, e é para esse perfil que ela foi pensada. Usá-la fora disso é possível, mas o resultado deve ser lido como estimativa grosseira.

Quando faz sentido usar

Faulkner é razoável quando o objetivo é acompanhar tendência com poucas medidas, em triagem de grupo grande, ou quando o histórico do paciente já foi construído com esse protocolo e trocar quebraria a comparabilidade da série.

Para avaliação individual mais precisa em adulto não atleta, Jackson-Pollock 7 é a escolha mais defensável, porque incorpora sexo e idade e tem validação mais ampla.

A regra que vale para os dois: não troque de protocolo no meio do acompanhamento. A diferença entre duas avaliações passaria a medir a troca de método, não a evolução da pessoa.

Como o fatloss calcula

O protocolo é escolhido por avaliação e fica registrado nela, então o histórico sempre mostra qual método gerou cada número. O cálculo roda no servidor no momento da finalização, a partir das medidas gravadas, e não no navegador.

Quando o profissional muda de protocolo entre avaliações, a mudança fica visível na evolução do paciente, para que ninguém leia um degrau de método como se fosse resultado.

No fatloss você escolhe Faulkner ou Jackson-Pollock 7 por avaliação, o cálculo é do sistema, e o histórico registra qual protocolo gerou cada resultado.

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