Protocolos de avaliação
Jackson-Pollock 7 dobras
O protocolo de dobras cutâneas mais usado para adultos não atletas. Estima a densidade corporal a partir de sete dobras, do sexo e da idade, e depois converte essa densidade em percentual de gordura.
Os sete sítios
A ordem não altera o resultado, já que a equação usa a soma, mas a padronização importa para reprodutibilidade entre avaliações. Todas as medidas em milímetros, no hemicorpo direito, com o avaliado relaxado.
- Peitoral (torácica)
- Axilar média
- Tríceps
- Subescapular
- Abdominal
- Supra-ilíaca
- Coxa
A equação de densidade corporal
Jackson e Pollock publicaram equações distintas por sexo, com termo quadrático para a soma das dobras e termo linear para a idade. Σ é a soma das sete dobras em milímetros e a idade em anos.
Homens (Jackson & Pollock, 1978)
D = 1,112 − 0,00043499·Σ + 0,00000055·Σ² − 0,00028826·idadeMulheres (Jackson, Pollock & Ward, 1980)
D = 1,097 − 0,00046971·Σ + 0,00000056·Σ² − 0,00012828·idadeO resultado é a densidade corporal em g/cm³, tipicamente entre 1,03 e 1,09. Ela ainda não é o percentual de gordura: é o insumo do próximo passo.
Da densidade para o percentual de gordura
A conversão usa um modelo de dois compartimentos, que assume densidades fixas para massa gorda e massa livre de gordura. As duas equações mais usadas divergem nessas constantes:
Siri (1961)
%G = (495 ÷ D) − 450Brozek (1963)
%G = (457 ÷ D) − 414,2Para a mesma densidade, Siri e Brozek costumam diferir por volta de um ponto percentual. O que não se pode fazer é trocar de equação no meio do acompanhamento: a diferença entre duas avaliações passaria a refletir a troca de fórmula, não a mudança do paciente.
Limitações que o método tem
As equações foram derivadas em populações específicas de adultos, e a precisão cai fora dessas faixas. Extremos de composição corporal, idosos, crianças e atletas de elite estão fora da população de validação original.
O modelo de dois compartimentos assume densidade constante da massa livre de gordura, o que não se sustenta bem em quem tem densidade óssea atípica ou hidratação alterada.
E o erro do avaliador costuma pesar mais que a escolha da equação: adipômetro descalibrado, sítio marcado fora do ponto anatômico e pinçamento inconsistente produzem variação maior que a diferença entre Siri e Brozek. Por isso a recomendação prática é manter o mesmo avaliador, o mesmo aparelho e o mesmo protocolo ao longo do acompanhamento.
Como o fatloss calcula
O cálculo roda no servidor, não no navegador. O aplicativo mostra uma prévia enquanto o profissional digita, mas o valor que é persistido vem de um recálculo no backend no momento da finalização, a partir das medidas gravadas.
As fórmulas existem em duas implementações independentes, uma em Go no servidor e outra em TypeScript no cliente, mantidas em paridade por teste automatizado. Isso existe justamente para que a prévia e o valor final nunca divirjam.
A avaliação finalizada é imutável e versionada: uma correção gera uma versão nova, com recálculo, e o histórico anterior permanece. A escolha entre Siri e Brozek é registrada por avaliação, então é sempre possível saber qual equação gerou cada número do histórico.
No fatloss você lança as sete dobras, o sistema calcula densidade, percentual de gordura, massa magra, IMC, taxa metabólica basal e gasto energético, e o paciente acompanha a evolução no aplicativo.
Conhecer o fatloss